Se a imagem que se tinha do outra lado da margem era impressionante, estar junto deste monstro só nos faz ter respeito pelas forças da Natureza.
Vídeo © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Se a imagem que se tinha do outra lado da margem era impressionante, estar junto deste monstro só nos faz ter respeito pelas forças da Natureza.
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Decorre entre os dias 30 de Janeiro e 2 de Fevereiro de 2026 o XXV Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza que tem lugar nas Caldas do Gerês, Terras de Bouro, onde decorrem também as XIX Jornadas Técnicas.
Este será um encontro fundamental para debatar o futuro da profissão em Portugal numa altura em que a preotecçao ambiental e as leis que a sustentam estão em constante ataque, mesmo a partir da própria tutela.
Recorde-se que o número de Vigilantes da Natureza no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) não atinge os 15 profissionais que têm de «vigiar» uma área muito superior à área do PNPG.
Entre os temos em debate, estarão: Na agenda estarão vários temas: os desafios actuais e futuros de gestão de capacidade de carga e sustentabilidade das áreas protegidas; os cenários pós-incêndio e o futuro das áreas protegidas na cooperação transfronteiriça; e a divulgação do trabalho e iniciativas e contributos de várias associações congéneres para a proteção e valorização do meio ambiente.
Para a celebração do Dia Nacional do Vigilante da Natureza (2 de Fevereiro) está prevista a presença do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, acompanhado por vários elementos do Conselho Diretivo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.
O próximo Domingo (dia 1 de Fevereiro) talvez seja o melhor dia para esticar as pernas. O restante será de chuva e neve...
O Município de Terras de Bouro através do seu Gabinete de Protecção Civil informou que, devido à ocorrência de um deslizamento de terras, a circulação no troço que liga a Cascata de Fecha de Barjas à aldeia de Fafião encontra-se actualmente condicionada.
Embora a passagem não esteja totalmente interrompida, as condições de segurança na via estão alteradas, pelo que solicita-se a todos os condutores e transeuntes o máximo cuidado e atenção redobrada ao circular nesta zona.
Recomenda-se o estrito cumprimento da sinalização no local até que a situação esteja devidamente normalizada pelas autoridades competentes.
Fotografia © Município de Terras de Bouro (Todos os direitos reservados)
Notícia do jornal Terras do Homem pelo jornalista Pedro Antunes Pereira para ler aqui.
Para o Bloco de Esquerda, a pavimentação da estrada da Mata de Albergaria, “trata-se de mais um projeto que não garante a proteção da Mata de Albergaria, nem o Parque Nacional da Peneda-Gerês, nem assegura a preservação dos seus valores naturais, da paisagem ou dos habitats existentes”.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Aos poucos a neve vai desaparecendo das Minas dos Carris.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via EMC
Notícia do PÚBLICO para ler aqui.
O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas deve voltar a ter tutela única do Ministério do Ambiente, defendem organizações não-governamentais.
A Veiga de S. João, no Campo do Gerês, e a Serra de Sta. Isabel, formam esta paisagem bem portuguesa de Terras de Bouro que nos leva às memórias de velhos invernos onde as serras se cobriam de neve por largos dias e o tempo parecia parar num silêncio apenas rompido pelo crepitar do borralho.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Estação Meteorológica Experimental dos Carris dá-nos uma imagem da Garganta das Negras a 28 de Janeiro de 2026.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via EMC
Em inactividade desde os anos 50, o complexo mineiro dos Carris encontra-se quase abandonado. Nele permanece um guarda e o local serve também de abrigo aos trabalhadores (ou seriam colaboradores?...) dos Serviços Florestais.
No entanto, no final da década de 60 surgem sinais positivos na retoma dos trabalhos mineiros com o aparecimento de novos investidores e o surgimento da figura de Alexander Schneider-Scherbina que terá um papel crucial e fundamental nas operações mineiras entre 1970 e 1974.
Os principais problemas que afectaram a produtividade das Minas dos Carris, encontravam-se na falta de mão-de-obra qualificada e falhas no fornecimento de energia eléctrica. O complexo mineiro nunca foi dotado de um sistema de fornecimento de energia eléctrica que estivesse ligado à rede nacional, dependendo do funcionamento de geradores para a produção da mesma.
Nesta altura, a mina estava confinada a uma única linha de trabalhos com um comprimento de 500 metros e uma profundidade de 155 metros. A linha zero era referenciada no velho poço exposto à superfície, mas que não era utilizado. Existiam sete níveis com um espaçamento de 25 metros, estando inacessíveis os três níveis superiores. Os trabalhos decorreram nos quatro pisos inferiores e mais intensamente no 6º piso que tinha um comprimento de 500 metros. O acesso e a elevação de todos os pisos, com excepção do 7º piso, eram feitos através de um poço interno de três compartimentos. Este poço descia até ao 6º piso ou a uma profundidade de cerca de 100 metros. No segundo piso, o poço abria para uma via-férrea que emergia da colina, sendo depois coberto por uma estrutura pré-fabricada até à lavaria (nova) a uma distância de 200 metros a sudeste na abertura. A elevação era feita através de caixas balançadas que eram controladas por um cabo contínuo operado por um motor de 28 hp. O minério era elevado em vagonetes com 500 kg de capacidade.
Na extremidade Norte do 6º piso existia uma extensão de 250 metros que fazia a drenagem desse nível para Este. Esta extensão podia ser utilizada para a remoção do minério. A deslocação da lavaria para esse local ou a construção de uma estrada não foi, no princípio dos anos 70, considerada economicamente viável. O 7º piso tinha somente uma extensão de 250 metros e estava ligado ao 6º piso por um poço interno localizado na base do velho poço de extracção. Um guincho operado electricamente elevava o minério do 7º piso para o 6º piso, sendo depois extraído para o exterior a partir deste.
Texto adaptado de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013)
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Em breve estará disponível um novo livro sobre a temática do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Da autoria de Miguel Brandão Pimenta e publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, "Peneda-Gerês - Parque Nacional de Portugal" é, segundo o autor, "Uma viagem pela história, ecologia e cultura do único parque nacional português. Mais do que um simples retrato, é um apelo à preservação de um património que corre o risco de perder a sua identidade, num tempo em que a própria noção de “protegido” parece vacilar."
Fotografia © Miguel Brandão Pimenta (Todos os direitos reservados)
Encaixada no fundo do vale, os dias de Inverno em Vilarinho da Furna, Serra Amarela, deveriam ser escuros.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)